Monday, November 11, 2013

Outro G para uma coleção de passados.

Eu te falei, um dia, que uma das coisas que mais me fazia falta em solo americano era que as pessoas não olhavam umas pra outras. Sendo a brasiliana que sou, chega a machucar a falta de olhares atentos quando falo e, principalmente, quando flerto. Você ouviu atentamente, sem me olhar nos olhos.
Naquele sábado, já às 4 da manhã, te abri a porta e assisti teus passos lentos pelo corredor. Eu não pude evitar te dizer o quanto eu gostaria de ter aquela cena registrada pra sempre e quanto essa memória ainda me serviria de muita inspiração. Tuas botas de combate imediatamente te guiaram de volta pra minha porta, e quase senti tua pele de tão perto que deixamos nossos rostos se encontrarem. Teus olhos finalmente encontraram o caminho pros meus, e a intensidade desse encontro me roubou o ar por um segundo.
But there's a moment, there's always a moment. I can do this, I can give into this, or I can resist it. (e você provavelmente odeia Closer, hater.)
Te mandei pra casa, pro sorriso doce da tua namorada alta e loira. Pra cama que ela divide contigo todos os dias e pro chá que ela ama e que você detesta.
E, com muitíssimo arrependimento, acordei sozinha.
Você parece ter decidido resistir também, e não ter mais o conforto da tua companhia me levando pra casa me parte o coração duas vezes por semana. Há duas ou três noites, dividi a cama com um loiro e alto também, e me perguntei se de manhã você também acordou com a sensação de que gostaria de cabelos mais escuros ocupando o travesseiro ao lado.

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