Cheguei numa tarde de segunda feira, na terça me comprei um número americano. Na quarta lhe respondi um e-mail com meu número e a notícia de que dividíamos a mesma cidade mais uma vez. Vi seu cabelo surpreendentemente longo de longe naquele dia de verão no parque. Você me abraçou e na manhã seguinte, dividindo a cama com teu corpo quente, pensei comigo: We fit.
We didn't. I didn't.
Tua lógica de advogado não abriu espaço pra menina que eu sou. Pras minhas lágrima que você nunca viu, ou pra intensidade da bipolaridade que você nunca presenciou. Você decidiu que não havia sentido em me deixar entrar na tua vida, porque eu tava perdida na minha própria. E dia após dia eu te vi mais longe de mim. Te senti escorregar por entre meus dedos e te vi deixar pra trás com tanta facilidade tudo que eu guardei como um tesouro. Tuas palavras não fazem mais parte do meu dia, e todas as vezes que saio de casa, rezo pra não precisar olhar nos seus olhos por acaso.
Eu cheguei em Chicago numa tarde de segunda com a esperança de refazer tudo. De refazer à mim mesma. Mas você me sorriu tão doce, que esqueci de vestir minha armadura, e ainda hoje eu tento me curar das feridas que você deixou.
Construo a minha muralha ainda mais forte, agora. E com camadas de cimento frio, cubro o espaço que você deixou.
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